Os efeitos da seca no Rio Grande do Norte não atingem mais somente o homem do campo, que perdeu plantações, rebanhos e perspectivas de futuro. Nas regiões Agreste e Trairi, a população enfrenta a inconstância do abastecimento, feito através da maior adutora do Estado, a Monsenhor Expedito, que teve sua vazão reduzida em 30%. Isto é consequência, também, da falta de chuvas no litoral e da diminuição da capacidade hídrica da Lagoa do Bonfim, localizada em Nísia Floresta. É de la que sai a água distribuída para a adutora numa complexa e extensa rede de tubos. A governadora Rosalba Ciarlini apelou ao povo potiguar para que diminua o consumo de água. Isto para que a situação atual não piore.
De acordo com o presidente da CAERN, Yuri Tasso, o racionamento é uma medida extrema. "Tínhamos a esperança de que o inverno fosse normalizado. O racionamento havia sido discutido como uma medida preventiva", ponderou. Apesar de não ser oficial, a população de cidades como São Paulo do Potengi e Barcelona, por exemplo, só recebem água uma vez por semana, o que caracteriza a limitação do volume distribuído.
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