A ministra de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, afirmou hoje (2) que
a reação contra os médicos cubanos que chegaram ao Brasil na semana passada,
para participar do Programa Mais Médicos, evidencia que ainda existe racismo e
que ainda se questiona o lugar que os negros ocupam na sociedade. "Não tem
como, no Brasil, pessoas brancas se dirigirem a pessoas negras chamando-as de
escravas e isso não conotar racismo. Ainda mais quando se questiona o papel
social dos negros, que não poderiam ocupar lugar social", disse a
ministra, durante debate sobre direitos das minorias no programa Brasilianas.org, da TV
Brasil.
Para
Luiza Bairros, a sociedade brasileira ainda resiste a medidas que buscam
combater as desigualdades. Por isso, disse ela, é preciso trabalhar para mudar
essa característica cultural. "As manifestações de racismo correm soltas,
de um modo que não víamos há muitos anos. Ao mesmo tempo, o desafio de lidar
com essas manifestações requer uma mudança de mentalidade, um processo de
reeducação para que a inclusão de determinados segmentos seja vista como um
benefício para toda a sociedade", acrescentou a ministra.
Fonte: Agência
Brasil
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