A pequena Alythsa Ramille Filgueira
Dantas, de 6 meses, morta por um
cão de guarda mestiço (Pit Bull com Bull Terrier), nesta
quarta-feira (24) em Mossoró, foi sepultada no Cemitério Público de Serra do
Mel, de onde é natural os pais da criança que estavam separados e não moram em
Mossoró.
O delegado Rafael Arraes, que está
investigando o caso, disse que já ouviu o depoimento do pai da criança, o
auxiliar de eletricista Aldair André Dantas. Ele disse que estava trabalhando
quando recebeu a notícia da tragédia através de Joana Filgueira Neta.
Acrescentou que se quer sabia que a criança estava na cidade. Ele disse que
depois que se separou de Joana, em Serra do Mel, veio trabalhar e morar em
Mossoró, deixando Joana e os dois filhos na casa de familiares. Nesta
quarta-feira (24), Joana Filgueira veio para a casa de uma prima, que fica ao
lado da casa onde o cachorro estava.
O delegado disse que já tomou também o depoimento de Maria de Lourdes, que é
proprietária da casa e também da proprietária do cão de nome Maria Oliveira. As
duas contaram que o cão foi colocado no quarto enquanto a casa dele era lavada
no quintal e que a menina vizinha trouxe a criança e entrou no quarto. Queria
mostrar a prima aos vizinhos.Ao entrar no quarto, se deparou com o cão, que atende pelo nome de Peralta. A adolescente se assustou, soltou a criança e saiu correndo. O cão matou a criança. Maria de Lourdes disse que quando chegou dentro do quarto, já encontrou a criança morta, mas o Peralta ainda insistia em mordê-la. Ela disse que fez grande esforço para afastar o cão.
O delegado Rafael Arraes ainda não tomou o depoimento da adolescente que levou a criança. Ele disse que vai fazê-lo com calma e jeito, por se tratar de uma criança. Também vai interrogar outros moradores da residência tanto de onde estava à criança como de onde vivia o Peralta, que foi recolhido ao Centro de Zoonose para exames. A investigação será concluída no prazo de 30 dias.
Do Jornal de Fato
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