Ao longo de 130 páginas, oito peritos nomeados pelo
Ministério Público Estadual, traçaram o perfil geomorfológico e a
caracterização físico-oceanográfica da Praia de Ponta Negra, em Natal. O laudo
pericial referente à erosão da praia foi apresentado à Promotoria de Defesa do
Meio Ambiente e aos representantes da Prefeitura de Natal e do Governo do
Estado. Além de detalhar os aspectos relacionados à natureza da praia, o laudo
aponta soluções de engenharia emergenciais, que poderão reduzir os danos
causados pelo movimento das marés. A falta de areia na praia é o principal
problema identificado nesta primeira fase de estudos.
Além da ausência de sedimentos
suficientes, os peritos apontaram que o muro de arrimo do calçadão foi
construído dentro da faixa dinâmica da praia. "A partir do momento em que
as ondas atingem o paramento vertical do muro, elas são refletidas, dobram sua
altura e inicia-se um processo hidrodinâmico bastante diverso", analisaram
os peritos. Como uma medida emergencial, o corpo técnico formado pelo
Ministério Público sugeriu o engordamento artifical da praia, com a colocação
de até 180 mil metros cúbicos de areia, divididos em 30 metros cúbicos por
metro.
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