Nos
últimos dias, os habitantes da zona urbana do município de Lagoa Nova tem
sentido no ar uma novidade nada agradável. Às margens da lagoa que deu origem à
cidade, milhares de peixes mortos estão apodrecendo e outros tantos agonizam
tentando sobreviver. O cenário é catastrófico e impressiona pelas proporções.
A poluição
e o abandono da lagoa é um risco eminente à saúde pública. Além do mau cheiro,
os peixes em decomposição podem ocasionar a transmissão de doenças. Mesmo assim
presenciamos crianças brincando nas margens da lagoa em companhia de dezenas de
urubus que se juntaram para se alimentar das carnes podres.
De acordo
com o é médico veterinário e gestor ambiental lagoanovense João da Mata
Bezerra, o fenômeno é ocasionado pela alta salinidade da água e pela escassez
de oxigênio devido à elevada evaporação por causa da seca prolongada que assola
o nordeste brasileiro. De acordo com uma análise feita anos atrás pelo Idema e
pela Secretaria do Estado de Recursos Hídricos, a água da lagoa é super salina
e, portanto, imprópria para o consumo humano.
A
salinidade mede a quantidade de sais dissolvidos nas águas que é maior no verão
e menor no inverno. A evaporação pode aumentá-la enquanto que as chuvas
costumam diminuir esse percentual.
Via Blogdobg
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