De acordo com o TAC, o organizador se compromete a exigir, no ato de inscrição dos participantes da vaquejada, o atestado de sanidade animal dos cavalos que participarão do evento. A medida foi tomada com base na gravidade das doenças e nos riscos de contaminação.
“Não existe tratamento nem vacina para essas doenças, sendo a prevenção a única conduta cabível; uma vez diagnosticada a doença, a solução é o sacrifício do animal e, no caso do mormo, também a desinfecção do local”, diz a publicação no Diário Oficial.
O veterinário Rochael Maia explicou que o mormo é uma doença infecciosa causada por uma bactéria, transmitida por meio do contato com a secreção nasal, pus, abcessos e urina, e também transmissível ao ser humano. Já a anemia infecciosa equina é conhecida como aids do cavalo pela semelhança com a doença que afeta os humanos.
“É uma doença causada por vírus e que pode provocar a morte do animal. A transmissão acontece através do contato com o sangue do animal contaminado. Se for aplicada uma injeção em um animal contaminado com a anemia infecciosa, por exemplo – e essa mesma agulha for utilizada em outro animal – pode acontecer a contaminação”, explicou o veterinário.
Rochael Maia explicou ainda que a transmissão pode acontecer através do cruzamento de animais e ainda da picada de insetos. “Se um inseto pica um animal contaminado e depois vai para um animal sadio ele leva o vírus”, disse. Segundo ele, o período de incubação da doença, ou seja, período que o animal se contamina até apresentar os sintomas da doença, é de uma semana a 3 meses.
“Por isso é importante exigir o exame que comprove que o animal não está contaminado, porque ele pode estar com o vírus, mas ainda não ter apresentado os sintomas”, disse.
Fonte: G1RN
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