De um universo de 30 perícias solicitadas
diariamente ao Laboratório de Análise e Pesquisa Forense do Instituto Técnico e
Científico de Polícia (Itep/RN), apenas cinco são concluídas com a emissão dos
laudos. O coordenador do Laboratório, Fabrício Fernandes, disse que quase todos
os processos de investigação de crimes, além das demandas de exames de
toxicologia, química, biologia, DNA, dosagem alcoólica e em resíduos
encontrados de locais de homicídios, são encaminhados ao setor. “Todos os
processos acabam chegando ao laboratório e o número ideal de peritos não existe
aqui”, afirmou Fernandes.
O acúmulo
de perícias acaba refletindo na demora na investigação de crimes de autoria
desconhecida, como parte dos 471 assassinatos que ocorreram no RN nos primeiros
quatro meses deste ano. Além das demandas de Natal e Região
Metropolitana, o Laboratório recebe todos os itens encaminhados pelos
escritórios distritais do Instituto em Caicó e Mossoró, que funcionam como
postos de coleta. Fabrício Fernandes comentou que o número de peritos criminais
no Estado é muito pequeno e a demanda, crescente.
Fonte: Tribuna do Norte
Nenhum comentário:
Postar um comentário