Representantes da Federação dos
Agentes Penitenciários estiveram em Brasília, nesta quarta-feira (4), para
cobrar e debater a Proposta de Emenda a Constituição de número 308/2004,
referente à criação da Polícia Penal. A presidente do Sindicato dos Agentes
Penitenciários do RN, Vilma Batista, esteve à frente da comissão da Fenaspen e
mostrou ao presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves, a
importância do projeto para a categoria.
“Esse encontro foi fundamental para
que pudéssemos reforçar junto ao presidente da Câmara que a PEC 308 precisa ser
colocada em votação o quanto antes. Hoje, o sistema penitenciário brasileiro é
um dos mais atrasados do mundo e nem mesmo é classificado como integrante da
segurança pública dos estados. Ou seja, está mais que na hora dessa categoria
ter sua regulamentação efetivada”, comentou.
Ainda de acordo com a presidente do
Sindasp-RN, a criação da Polícia Penal tem como objetivo acabar com os desvios
de função de outras categorias que, atualmente, trabalham dentro de presídios.
Isso porque a Polícia Penal terá como atribuição executar atividades policiais
de caráter preventivo, investigativo e ostensivo, nas dependências das unidades
prisionais e respectivas áreas de segurança, que visem a coibir a prática de
infrações penais.
Além de prover a defesa das
instalações físicas das unidades prisionais, cabe à Polícia Penal executar a
escolta dos apenados, custodiados e dos submetidos às medidas de segurança, para
os atos da persecução criminal, bem como para o tratamento de saúde.
Durante a reunião com os
representantes da Federação dos Agentes Penitenciários, o presidente da Câmara
dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, informou que a PEC 308 está pronta para a
pauta do Plenário da Câmara, mas a data da votação ainda será definida na
próxima reunião de líderes.
Também participou da reunião o
relator da matéria que cria a Polícia Penal, deputado Arnaldo Faria de Sá
(PTB-SP). Ele disse ao deputado Henrique Alves que 70 mil agentes de segurança
dos estabelecimentos prisionais nos estados passarão a integrar a Polícia
Penal, após aprovação. As polícias penais estaduais ficarão subordinadas ao
órgão gestor de cada sistema penitenciário dos estados, mas com atribuições
semelhantes e restritas aos estabelecimentos prisionais.
Crédito da foto: J. Batista (Assessoria de Henrique Aves)
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