Os baixos salários do Nordeste estão atraindo grandes
empresas de Call Center para a região, um negócio hoje de R$ 26 bilhões por
ano. Essa grande oportunidade baseada na deprimida realidade de ganhos na
iniciativa privada numa das áreas mais pobres do Brasil pode ser comparada à
explosão desse mesmo negócio da Índia, onde os atendentes desenvolviam até
sotaque de certas regiões norte-americanas para vender melhor os produtos de
seus clientes em escala global.
Foi pensando nesse imenso mercado que um empreendedor
potiguar, ex-fundador da Digizap quando ela era ainda Diginet nos anos 90,
criou em 2011 uma empresa voltada exclusivamente para o segmento dos call
centers em áreas específicas de programadores e suportes.
Hoje,
Gustavo Diógenes, CEO da Evolux, saboreia uma taxa de crescimento nada
desprezível de 40% a 50% ao ano, mas enfrenta o angustiante problema de não ter
profissionais qualificados para trabalhar na empresa, com salários entre R$
2.500,00 e R$ 7 mil.
O irônico resultado disso é que os profissionais de TI do Brasil encontrarão um
mercado em expansão e com poucos competidores qualificados para vagas em áreas
como gestão de redes, telefonia IP e segurança online, um gargalo que deve
continuar sério pelo menos até 2015 na avaliação da International Data
Corporation (IDC).
Para captar esses profissionais, Gustavo Diógenes lançou mão
até de editar estórias em quadrinhos para seduzir jovens para esse amplo
mercado sem pretendentes. E iniciou um busca sistemática de mão de obra em
outros mercados e até no exterior.