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domingo, 28 de abril de 2013

Bola é condenado a 22 anos pela morte de Eliza Samudio

O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, foi condenado a 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio e ocultação do corpo de Eliza Samudio. De acordo com a sentença, o réu foi condenado a 19 anos de pena em regime fechado pelo homicídio de Eliza Samudio e mais três anos em regime aberto pela ocultação do cadáver, além dos e 360 dias multa. A juíza Marixa Fabiane Rodrigues afirmou que o réu não poderá recorrer em liberdade.
Durante a leitura da sentença, a juíza afirmou que a culpabilidade era grave e que o réu "praticou o crime perfeito, pois a ocultação se perpetua até hoje e poderá ser perpetuado para sempre". Ainda de acordo com a sentença, Bola executou e ocultou o corpo de Eliza Samudio certamente para ser pago. "Ao fazer crer que Eliza não havia perecido, Marcos Aparecido dos Santos tratou de ocultar seus restos", disse a juíza.


sábado, 27 de abril de 2013

No 5º dia de Julgamento Bola diz que não matou Eliza e que está preso há 3 anos ‘injustamente’



Bola começou a ser interrogado na madrugada deste sábado (26) (Foto: Renata Caldeira / TJMG)O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, negou ter matado e ocultado o corpo de Eliza Samudio logo no inicio de seu interrogatório na madrugada deste sábado (27), no Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao ser questionado pela juíza Marixa Fabiane se as denúncias contra ele eram verdadeiras, Bola respondeu: "Não, senhora". Ele ainda afirmou que está preso há três anos "injustamente". 

Durante o interrogatório, o ex-policial afirmou que o único réu que ele conhecia no processo era Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, o qual havia já falado com ele por telefone. Porém, contou que só soube o nome de Macarrão no presídio. Segundo Bola, o contato com o amigo de Bruno havia sido feito para tratar da carreira do filho do réu no futebol. Marcos Aparecido disse à magistrada que falou por “mais ou menos” duas vezes com Luiz Henrique.

Bola contou que o amigo que passou a ele o contato de Macarrão foi José Laureano, o Zezé. Que é investigado em uma apuração complementar do caso. Marcos Aparecido disse que morava na casa em Vespasiano, na Região Metropolitana de BH, há cerca de 20 anos. O local é apontado como o da morte de Eliza. O ex-policial afirmou que nenhum dos réus foi no imóvel, inclusive Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno que era adolescente na época, e indicou o local a polícia.

Marcos Aparecido reclamou do tratamento que recebeu dos delegados do caso. E falou especificamente da sua relação com Edson Moreira, ex-delegado e hoje vereador na capital mineira. Ele disse que conheceu tem uma "animosidade" com Edson Moreira desde 1991, quando o ex-delegado foi professor do réu na academia de polícia, em Minas. Durante várias vezes eles se desentenderam, afirmou o réu.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Processo é lido no 5º dia do júri de Bola; siga

 
O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai a júri popular em Contagem. Acompanhe a cobertura completa
 

Quarto dia termina após o fim do depoimento mais longo do júri de Bola



25/04/2013 - Vereador Edson Moreira, testemunha que continua a ser ouvida nesta quinta-feira, dentro do salão do júri. (Foto: Maurício Vieira/G1) 

Após dois dias de depoimento do ex-delegado e vereador Edson Moreira, a juíza Marixa Fabiane encerrou, na noite desta quinta-feira (25), os trabalhos no quarto dia de julgamento de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, - acusado de matar e ocultar o cadáver de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Nos dois dias, Moreira falou por mais de 15 horas no plenário do Fórum de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Foram cerca de cinco horas na quarta-feira (24) e 10 horas nesta quinta-feira (25).


O depoimento do ex-delegado, que chefiou as investigações na época do crime, foi marcado por bate-bocas no plenário e exposições de informações sobre o caso. O destaque na quarta-feira ficou por conta da declaração de que, para Moreira, Bola não jogou a mão de Eliza Samudio aos cachorros. Segundo o ex-delegado, em depoimento, Jorge Luiz Lisboa - primo de Bruno - disse que Bola falou "olha a mão dela aí" indo em direção ao canil e teria jogado a parte do corpo de Eliza para os animais. "Aquilo lá foi uma dissimulação do autor", disse Moreira. Para ele, Bola não queria que os presentes na cena do crime soubessem o que seria realmente feito com o corpo, e deu a entender que jogaria para os cachorros.


Na tarde desta quinta-feira, a Juíza Marixa Fabiane cassou o direito de um dos advogados de Marcos Aparecido dos Santos, Ércio Quaresma, fazer perguntas ao ex-delegado Edson Moreira. O pedido foi feito pelo Ministério Público. A magistrada permitiu, porém, que os demais defensores do réu fizessem perguntas a Moreira – testemunha de defesa.

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