O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o
Bola, negou ter matado e ocultado o corpo de Eliza Samudio logo no inicio de
seu interrogatório na madrugada deste sábado (27), no Fórum de Contagem, na
Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ao ser questionado pela juíza Marixa
Fabiane se as denúncias contra ele eram verdadeiras, Bola respondeu: "Não,
senhora". Ele ainda afirmou que está preso há três anos "injustamente".
Durante o interrogatório, o ex-policial afirmou
que o único réu que ele conhecia no processo era Luiz Henrique Ferreira Romão,
o Macarrão, o qual havia já falado com ele por telefone. Porém, contou que só
soube o nome de Macarrão no presídio. Segundo Bola, o contato com o amigo de
Bruno havia sido feito para tratar da carreira do filho do réu no futebol.
Marcos Aparecido disse à magistrada que falou por “mais ou menos” duas vezes
com Luiz Henrique.
Bola contou que o amigo que passou a ele o
contato de Macarrão foi José Laureano, o Zezé. Que é investigado em uma
apuração complementar do caso. Marcos Aparecido disse que morava na casa em
Vespasiano, na Região Metropolitana de BH, há cerca de 20 anos. O local é
apontado como o da morte de Eliza. O ex-policial afirmou que nenhum dos réus
foi no imóvel, inclusive Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno que era adolescente na
época, e indicou o local a polícia.
Marcos Aparecido reclamou do tratamento que
recebeu dos delegados do caso. E falou especificamente da sua relação com Edson
Moreira, ex-delegado e hoje vereador na capital mineira. Ele disse que conheceu
tem uma "animosidade" com Edson Moreira desde 1991, quando o
ex-delegado foi professor do réu na academia de polícia, em Minas. Durante
várias vezes eles se desentenderam, afirmou o réu.